Xcomp Informática | HD SATA, SATA II e SATA III: entenda as diferenças entre os padrões

HD SATA, SATA II e SATA III: entenda as diferenças entre os padrões

04/08/2016

O  SATA (Serial ATA) é o substituto do padrão IDE (Integrated Drive Electronics), que posteriormente foi renomeado para PATA (Parallel ATA). A novidade é o uso cabos menores, pois é necessário a utilização de apenas sete fios, enquanto no padrão anterior eram usado 40 fios.

Além disso, o novo padrão atingia maiores velocidades de transferências e abriu as portas para inovações, como o SSD (Solid State Drive). A  tecnologia é dividida em três gerações e entenderemos a diferença entre elas.

Conectores SATA são os mesmos para todas as gerações (Foto: Divulgação)Conectores SATA são os mesmos para todas as gerações (Foto: Divulgação)
 

SATA I ou SATA/150

SSHD, ou disco rígido híbrido, combina SSD e HD (Foto: Divulgação/Seagate) (Foto: SSHD, ou disco rígido híbrido, combina SSD e HD (Foto: Divulgação/Seagate))O SATA I tem taxa de transferência de 150 MB/s e era usado em HDs (Foto: Divulgação/Seagate)
 

O primeiro padrão SATA, chamado de SATA I ou SATA/150 funciona a 1,5 GHz e tem uma taxa de transferência máxima teórica de 150 MB/s. Com isso, podia-se ter cabos mais longos que os cabos IDE ou ATA/133.

Claro que essa é apenas uma taxa teórica. Na prática, os discos rígidos mais rápidos conseguiam uma taxa de transferência de 120 MB/s, o que não era muito mais rápido que o padrão IDE.

Durante o período de transição, era bem comum encontrar discos rígidos com os dois tipos de interface. Uma porta IDE e uma porta SATA, controlados por um “bridge chip”. Porém, o padrão SATA I tinha algumas falhas, pois eles só lidavam com uma transação por vez. Para corrigir esses erros, foi criado o padrão SATA II.

 

SATA II ou SATA/300

O SATA II implementou o NCQ e os HDs passaram a aceitar mais de uma requisição por vez (Foto: Divulgação/Samsung)O SATA II teve sua taxa de transferência duplicada de 150 para 300 MB/s (Foto: Divulgação/Samsung)
 

Com o lançamento do chipset NVIDIA nForce4, em 2004, foi possível aumentar o clock dos discos rígidos e viabilizar a criação do padrão SATA II. Ele implementou o recurso NCQ (Native Command Queuing), que permitiu aos HDs aceitarem mais de uma requisição por vez.

Além disso, na segunda geração foi acrescentada a taxa de sinalização à Physical Layer, o que duplicou a taxa de transferência de 150 MB/s para 300 MB/s. Com esse salto em velocidade, padrão IDE ficou definitivamente para trás, já que o SATA II é muito mais rápido.

No período de transição do SATA I para o SATA II, um item importante foi a retrocompatibilidade. Assim, dispositivos compatíveis com o SATA II podiam funcionar em portas SATA I, visto que o conector e até mesmo o cabo são os mesmos. Porém, quando um dispositivo SATA II é conectado a uma porta SATA I, trabalha na velocidade do padrão anterior.

SATA III ou SATA/600

Formato de 2,5 polegadas e interface SATA torna o SSD de 4 TB da Samsung compatível com uma série de dispositivos: de consoles a notebooks (Foto: Divulgação/Samsung) (Foto: Formato de 2,5 polegadas e interface SATA torna o SSD de 4 TB da Samsung compatível com uma série de dispositivos: de consoles a notebooks (Foto: Divulgação/Samsung))O SATA III foi fundamental para a popularização dos SSDs (Foto: Divulgação/Samsung)

 

O SATA III foi finalizado em 18 de agosto de 2008 e lançado no mercado em 27 de maio de 2009. Houve um novo salto de velocidade de transferência, saindo de 300 MB/s para 600 MB/s.

O padrão foi fundamental para a popularização dos SSDs, visto que eles atingem velocidade de leitura e escrita muito maiores que a dos tradicionais HDs. Os controladores SandForce, utilizados pela Kingston, chega facilmente à 500 MB/s de taxa de leitura e escrita.

Devido ao padrão SATA III é que os Solid State Drives evoluíram ao ponto em que estão hoje, atingindo altas velocidades e acelerando a inicialização do sistema operacional e de vários programas pesados.

Fonte: Helito Bijora - Techtudo